Saturday, April 28, 2012

Praga - Dia 4.

Acordei um pouco mais tarde do que eu esperava, mas foi bom dormir um pouco mais do que eu esperava. E de qualquer modo não foi mais do que meia hora. Usei rapidamente a internet e então li um pouco do meu livro. Depois de ler, voltei a usar a internet para acabar de fazer o que precisava. Fui então tomar um banho para poder sair. Cmo tinha acordado mais tarde, saí do hotel mais tarde que nos outros dias, mas isso não mudou nada já que eu aproveitei bastante o meu dia. Comecei passeando pelo mesmo bairro que tinha visitado no dia anterior, e no caminho parei em alguns lugares. Parei primeiro no correio, onde eu precisava comprar selos. Para ser atendido eu precisava pegar uma senha, mas haviam várias opções diferentes e tudo estava em checo. Uma senhora estava na mesma situação do que eu, mas alguem ajudou ela. Não ouvi a dica que tinham dado para ela, e apertei qualquer botão. Acabei sendo atendido antes que a senhora, então minha escolha foi certa. Comprei meus selos e voltei a passear. Minha próxima parada foi uma grande livraria que encontrei. Depois de dar uma volta nela toda, encontrei omde ficavam os livros em inglês e passei um tempão olhando tudo. Mais uma vez decidi não levar nada, mas pelo menos não saí da livraria de mãos vazias, já que aproveitei para comprar meus cartões postais lá. Eles tinham uns que eu que eu já tinha visto em algum outro lugar da cidade, mas aqui estava metade do preço, então fiquei feliz.

Tinha passado tanto tempo na livraria que quando saí já eatava na hora do almoço. Eu estava em uma grande avenida, e haviam várias opções do que comer, mas era tudo meio caro, então comtinuei andando. Um pouco mais tarde percebi que estava indo para a direção errada, oposta a que eu queria estar indo, então tive que voltar tudo. Quando me achei e comecei a fazer o caminho certo, acabei encontrando um café do mesmo grupo do restaurante que tinha jantado no dia anterior, e entrei para almoçar. Foi a opção certa já que foi gostoso e barato. Os pratos eram menos elaborados que no restaurante, mas estava ótimo, e eu pedi um suco que estava muito bom. Amo sucos, e geralmente nenhum lugar serve sucos naturais de verdade, espremidos na hora. E quando é assim, sempre é caro, mas eu não consegui resistir desta vez. Foi um almoço bem rápido, e então eu continuei indo para onde estava tentando chegar desde o começo do dia. Minha amiga tinha me sugerido de visitar um jardim bonito da cidade, e era lá que eu queria chegar. No final quando cheguei no jardim/parque para o qual estava indo, vi que não era o que ela tinha dito, mas era muito bonito também. O dia estava ridículo de tão bonito, e as únicas "nuvens" no céu eram os rastros deixados por aviões indo de um lado para o outro. Sendo assim, me deitei na grama para tomar sol, junto com muitos outros que estavam fazendo o mesmo. Foi muito gostoso, poucas coisas são melhores que o sol. Devo ter passado uma meia hora lá deitado e pensando, e então me levantei para continuar o dia.

Terminei de passear pelo parque e então comecei a andar em direção ao rio. Fiz um caminho que me faria chegar em outro lugar que eu queria visitar, um prédio desenhado pelo Frank Gehry apelidado de "Dancing House", pelo seu formato. É bem bonito, e por ser só um prédio, foi uma visita bem rápida. Gosto do trabalho do Frank Gehry, e este se tornou um símbolo em Praga, um contraste com o resto da cidade. Depois de atravessar o rio para o outro lado da cidade, fui subindo até chegar no Museum Kampa, que era onde planejava passar o resto do dia. O museu abriu em 2003 para mostrar a coleção da colecionadora e historiadora de arte, Mrs. Mladek. A coleção é de arte moderna de artistas da Europa central, mas tem como seu foco o trabalho de dois artistas em especial, Franstišek Kupka e o escultor Otto Gutfreund. Os dois tem uma parte toda do museu dedicada só para eles. Estava nesta área do museu quando a senhora tomando conta achou que eu estava tirando uma foto e começou a me dar uma bronca. Não sei da onde ela tirou esta idéia, já que em nem estava com a máquina na mão. Ela estão se desculpou e me fez sentar em uma mesa para ver o catálogo dos artistas. Me sentei já que ela era simpática, e fiquei um tempo fingindo que estava bem interessado nos catálogos. Na verdade eles eram ótimos mesmo. Mais tarde estava respondendo uma mensagem no celular e ela me disse que eu não podia usar o celular, e apontou para a câmera de segurança no teto, como se estivessem de olho em mim. O espaço do museu é bem legal, com um terraço bonito e moderno, e com vistas lindas. Depois de ver tudo, incluindo uma pequena exposição temporária que estava em um prédio separado, fui embora.

Tinha saído do museu mais cedo do que eu esperava que iria, e eu ainda tinha bastante tempo. Atravessei uma ponte para uma pequena ilha no meio do rio, e me sentei lá em uma árvore para ver o tempo passar. Ao meu redor o rio estava cheio de gente em barquinhos de remo e pedalos, e tinha até um em formato de cisne, como nos filmes e desenhos animados. Não tinha a menor idéia de onde eles tinham pegado os barcos, mas eram vários. Também haviam algumas pessoas nadando. Hoje era o dia certo para eu estava de chinelos e shorts, mas não estava. Fiquei relaxando lá por bastante tempo, quase uma hora, e então voltei para a parte da cidade que eu estava e fui andando com muita calma até chegar na livraria onde tinha decidido que livro comprar. Tinha passado um tempão pensando qual seria o melhor livro para comprar, e como já estava decidido, demorei menos de um minuto na livraria. Entrei, peguei o livro, e paguei. Feito isso, fui andando com a mesma calma de antes de volta para o centro, onde iria jantar. Quase chegando no restaurante onde eu iria jantar comecei a ouvir uma gritaria, ver fumaça e vários carros de policia. Havia até um pequeno tanque. Achei estranho e fui ver o que era. De repente a gritaria toda parou, e eu vi que estavam gravando uma cena para um filme qualquer. Esperei eles fazerem mais um take, e então fui jantar. Escolhi um ótimo restaurante, e comi muito bem. Qualidade e preço perfeitos. Também pedi mais um suco aqui, que estava ainda melhor que o que tinha tomado no almoço.

Depois do jantar fui andando até a sorveteria que tinha ido no dia anterior. Um dos sabores que eu queria já tinha acabado, mas pedi um outro igualmente bom. Fui tomando o sorvete e voltando para a praça principal, para me despedir. Cheguei lá bem na hora que o famoso relógio astronômico que fica em uma torre da praça iria tocar sua música, que ainda não tinha visto. Bem quando começou, um grupo carregando um bandeira de Portugal começou a cantar uma música qualquer, e isso atrapalhou o espetáculo do relógio. A música do relógio foi então seguida de um homem no topo da torre tocando um trambone. Foi legal. No caminho para o hotel parei no supermercado para comprar água. A que tinha comprado na última vez tinha acabado e eu tive que levar outra que era quase o dobro do preço, o que me irritou um pouco, mas pelo menos gastei umas moedas a maisl odeio moedas, e ninguém troca moedas nas casas de câmbio. De volta no hotel, escrevi meus cartões postais, usei a internet, escrevi para o blog, e então acabei de ler meu livro. Estava lendo "Chronicles: Volume 1", a primeira de prometidas três partes da autobiografia do Bob Dylan. Digo "prometida" já que esta primeira saiu em 2004 e desde então nada aconteceu. O Bob Dylan é um dos meus heróis, e já fazia um tempo que queria ler uma biografia sobre ele. Tem tantas que eu não sabia por onde começar, até descobrir desta autobiografia. É ótima, mas conta apenas alguns episódios de sua vida. Espero que as próximas partes saiam logo.
































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