Tuesday, April 3, 2012

Roma - Dia 5.

Hoje quando desci para o café todas as mesas, que são poucas, estavam bagunçadas, não havia nenhum prato limpo, a comida estava toda acabando, e não havia ninguém lá cuidando de nada. Esperei que alguem fosse aparecer, então subi de volta e dei um tempo, mas quando desci estava a mesma situação. Resolvi meu problema pegando um prato que achei limpo em uma pia, e sentei em uma das mesas menos bagunçadas. Comi, e ninguém apareceu o tempo todo. Hoje não tinham o croissant que eu gosto. Depois de comer fui usar a internet, mas não queria sair muito tarde, então só fiz o necessário, e fui tomar um banho em seguida. Consegui sair do hotel no horário que eu queria. Hoje o meu plano era visitar o Vaticano. Lá, uma das grandes atracões é o museu do Vaticano, que aparentemente fica super lotado, e com filas monumentais. Para me livrar deste problema, tinha no dia anterior comprado meu ingresso na internet, assim não teria que pegar a fila. Meu ingresso tinha horário marcado, para as duas e meia da tarde, que foi o mais cedo que eu consegui. De qualquer modo, queria chegar lá bem mais cedo do que isso para ver os outros atrativos.

Andei até o metrô, e saltei na estação perto da entrada do Vaticano. Mesmo sendo dentro de Roma, e quase sem nenhuma divisão entre a cidade e seu terreno, o Vaticano é um estado indepemdednte, o menor do mundo, com apenas 0.44 km². Cheguei lá pela entrada principal, a Piazza San Pietro, que é muito bonita e impressionante. Eles estavam preparando a praça para a cerimônia de Páscoa, então parte de sua área estava fechada, mas nada que atrapalhasse. Dei uma volta por lá, e então fui checar como entrar na Basilica di San Pietro, que é a maior igreja da Itália. Havia uma fila gigantesca, que dava a volta na praça, para entrar. Fiquei com medo de perder muito tempo com isso, mas ainda faltava bastante para eu ter que estar no museu, então entrei na fila. Para a minha surpresa, a fila até que andou bem rápida, e em meia hora já estava lá dentro. A igreja é linda, monumental, cheia de mínimos detalhes, e riquíssima. Ao longo de suas paredes ficam afrescos feitos de mosaico. Só vi que eram mosaicos depois de ter lido em uma placa, já que de longe pareciam pinturas normais, tamanha a sua precisão. Lá dentro ficam as tumbas dos papas, incluindo o João Paulo II. Já a igreja foi construída em simão do túmulo de São Pedro, e daí que vem seu nome. Devo ter ficado uma hora lá dentro, e saí com tempo o suficiente par achegar no museu na hora certa.

Para chegar no museu tive que dar uma volta por fora. Havia uma fila separada para quem já tinha entrada, como era o meu caso, mas a fila normal não era tão gigante quanto eu estava esperando. A fila para a Basilica que tinha acabado de pegar era maior. De qualquer modo foi ótimo já ter comprado meu ingresso, já que em menos de quinze minutos já estava dentro do museu. Minha carteira de estudante acabou de vencer, mas de qualquer modo comprei uma entrada de estudante, e estava com medo de que teria problemas com isso. No final nem checaram nada. Uma vez lá dentro, decidi começar logo pelo mais importante, a Capela Sistina. Sabia que seria mais uma multidão para chegar lá, e não queria arriscar deixando para depois. De qualquer modo, para chegar lá, o caminho era bem grande, e passava por muitas das galerias do museu. A multidão era enorme, e eu fui andando com pressa, ignorando um pouco o que havia no caminho. Quando percebi que esta seria a minha chance de ver o que o museu tinha a oferecer, diminui a velocidade, e aproveitei mais. Havia até uma coleção de arte moderna, com obras de artistas muito importantes, mas todas viradas para um tema religioso. Era uma coleção bem boa.

E então cheguei na capela. É incrível. Cada canto de suas paredes e do teto são cobertos por afrescos. Os mais famosos são obviamente os do Michelangelo, mas também há obras do Botticelli, entre outros. Lá dentro estão duas das obras mais importantes e icônicas da história da arte, Genesis, e Giudizio Universale. Genesis, que incluí A Criação de Adão, está pintada no teto, e eu fiquei com dor no pescoço de ter que ficar observando o teto. Mas a obra que passei mais tempo observando foi Giudizio Universale, o Juízo Final, monumental e linda demais. Era proibido tirar fotos lá dentro, e o que não faltavam eram guardas lá dentro repetindo isso o tempo todo. De qualquer modos ninguém ligava para essa regra, e nem tentavam ser discretos, já que tiravam fotos com flash. Não parava de entrar gente enquanto eu fiquei lá, e só não enchia mais do que o humanamente possível já que muitos só passavam dando uma olhada rápida. Para quê vir então? Eu passei quase uma hora lá dentro. Quando saí não faltava muito para o museu fechar, e corri até a parte do museu chamada Pinacoteca, onde haviam alguns trabalhos mais legais. Saí de lá quando começaram a esvaziar o museu. Valeu muito a pena.

Fui voltando então para o centro da cidade, e decidi que iria jantar perto da Piazza Navona, já que depois queria comer um sorvete em um lugar lá. Mas ainda tinha um certo tempo, então dei uma última passeada pela cidade. Passei e entrei mais uma vez no Pantheon, e fui mais uma vez na Fontana di Trevi. Quando chegou a hora do jantar, voltei para a Navona e escolhi um lugar qualquer, mas que parecia bom. Não foi muito bom, o que eu não esperava já que estava comendo macarrão na Itália. Mas tudo bem. Quando acabei comprei o sorvete que queria, e fui andando para o metrô. No meu caminho passei mais uma vez por tudo que tinha acabado de visitar. O dia tinha amanhecido muito bonito, mas agora eatava começando a garoar. Torci muito para não chover, já que teria que andar bastante da estação até o hotel. Por sorte só não choveu forte. No hotel, fiquei na internet, escrevi para o blog, arrumei minhas coisas, e li um pouco do meu livro.









































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