Wednesday, April 25, 2012

Viena - Praga / Praga - Dia 1.

Dormi bem, e dormi bastante, mas foi difícil de levantar quando meu despertador tocou. Talvez fosse um resto de cansaço da noite que passei quase em claro, mas eu não podia enrolar na cama, não podia perder tempo, já que tinha um trem para pegar. Levantei e comecei a usar a internet para fazer umas coisas rápidas. Quando percebi já tinha ficado tempo demais, e tive que tomar um banho bem rápido para conseguir sair na hora certa. Consegui, mas o check-out acabou demorando mais do que eu esperava, e isso me atrasou um pouco. De qualquer modo o bonde chegou em um minuto depois que eu cheguei no ponto, então não foi um problema. Meu trem saia de uma estação diferente da que eu tinha chegado na cidade, ainda mais longe. Para chegar lá teria que pegar este bonde, seguido pelo metrô. Saltei na estação em frente da linha de metrô que tinha que legar e quando entrei na estação perdi o metrô por alguns segundos. Mostrava que o próximo chegava em dois minutos, mas teve algum problema, já que logo em seguida subiu para sete minutos. Enquanto o meu metrô não chegava passaram quatro do outro lado, e eu com ei a ficar preocupado com o horário. Tinha saído do hotel uma hora antes do meu trem, mas agora já faltava menos de trinta minutos. Quando o metrô finalmente chegou eu embarquei, e logo mais estava na estação de trem. Decidi pegar o elevador do andar do metrô para o andar dos trens. O elevador ficou cheio e eu não conseguia ver os botões, mas imaginei que era só um andar, e como haviam outras pessoas com malas, tinha certeza que iria saltar no andar certo, mas eu estava errado e o elevador subiu demais, e eu ton. vê que descer para o andar certo pela escada rolante. Foi mais uma lerda de tempo. Acabei chegando na plataforma do meu trem menos de dez mi UFO antes dele chegar, e ele ainda nem estava lá. Relaxei e fiquei aliviado.

Quando o trem chegou todos que estavam dentro desceram e ele ficou bem vazio. Me sentei em um compartimento só para mim, e ele continuou vazio até a última hora da viagem, quando mais um homem entrou lá. Foram cinco horas de viagem. Passei as primeiras quatro hora lendo quase sem parar, e na última hora fiquei escutando músicas até chegarmos em Praga. Foi uma boa viagem. Meu hotel na cidade era bem perto da estação, então saltando do trem fui direto para lá. Fiz o check-in e fiquei no quarto por um tempo pesquisando umas coisas. Quando saí para passear a primeira coisa que tive que fazer foi voltar para a estação de trem onde tinha que resolver algo. Minha próxima parada é na Polônia, e este país não está incluso no meu passe de trem, então eu teria que comprar uma passagem normal. Obviamente foi bem mais cara do que eu queria, mas mais barata do que eu esperava. Com isso resolvido, saquei um pouco de dinheiro e visitei uma livraria que ficava lá dentro. A outra coisa que eu precisava era pegar um mapa da cidade (o que o hotel tinha me dado era uma folha impressa do Google Maps), mas não havia uma central de turismo lá. Saindo de estação comecei de verdade o meu dia em Praga. Fui passeando em direção ao centro, e no caminho passei por mais uma estação de trem, onde consegui um mapa. Com o mapa ficou mais fácil saber para onde ir. Cheguei em uma praça onde havia um shopping que eu entrei e visitei ele todo. Passei mais tempo em uma livraria que tinha lá, mas não havia nada interessante.

Continuei então para a praça principal da cidade, no centro histórico, e é muito lindo lá. Dei uma volta, visitei alguns lugares, e então comecei a procurar um lugar que minha amiga tinha me pedido para ir. Minha amiga estava na cidade na semana passada e tinha esquecido um casaco dela em um bar, que eu iria tentar achar agora. Achei o bar, entrei e fui até o balcão. Havia um italiano lá tentando pedir uma bebida e ele não falava nada de inglês, então eu tive que ajudar ele a entender o que a bartender estava perguntando. Mesmo assim eu traduzi errado, afinal eu não falo italiano. Era quase uma conversa de loucos. Quando ele conseguiu o que queria perguntei do casaco para a bartender, mas ela me disse que os achados e perdidos estava trancado e que eu teria que voltar mais tarde. Tinha ficado cinco minutos lá dentro e saí cedendo a cigarro. Bem em frente achei uma livraria que só vendia livros em inglês e passei um tempão lá. Encontrei lá o livro que eu estava procurando na exata edição que eu procurava, mas ele estava um pouco velho. Sou muito seletivo com os meus livros, já que imagino que eles serão algo que eu guardarei para o resto da vida, então não comprei o livro. Talvez eu ainda volte, mas primeiro vou visitar outras livrarias.

Continuei passeando pelo centro, e cheguei até a ponte Karluv, um dos símbolos da cidade. Atravessei a ponte toda, mas chegando do outro lado dei meia volta e comecei a voltar. Não podia visitar a cidade toda em uma só tarde. Chegando de volta no centro comecei a procurar um restaurante onde eu queria comer, mas não consegui achar o que eu procurava. Andei a rua toda omde achei que ele ficava e não vi nada. Sendo assim, e sem querer ficar procurando muito por algum outro lugar, decidi jantar no Hard Rock Café, e pagar o que fosse. Para ser mais barato, pedi apenas o prato principal, sem bebida ou sobremesa, mas mesmo assim foi meio caro. Pelo menos estava bem gostoso e era algo que eu estava com vontade de comer. Foi bom. Quando saí de lá estava chovendo e eu tive que voltar para o hotel na chuva. Não era uma chuva forte, mas cheguei no hotel meio molhado. Acabei minha noite como qualquer outra, sem nada de novo ou especial.




















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