Eu tinha perdido tanto tempo que já estava quase desistindo de ir para o museu hoje. Porém se eu não fosse hoje, teria que ir no meu último dia em Copenhague, e não gostaria de deixar uma "viagem" para o último dia. Estava perto do centro de tursimo, então fui até lá para ver se me ajudavam. Mas para ser atendido eu tive que legar uma senha e haviam quase 40 números na minha frente. Percebendo que perderia mais tempo com isso, tentei descobrir sozinho. Havia um panfleto lá sobre o museu e eu vi que teria que pegar um trem para chegar lá, e não o metrô como meu guia dizia. Andei então até a estação de trem, e o próximo trem saia em alguns minutos. Sem ter planejado isso com calma, não estava com o meu passe de trem, que poderia ter usado, então fui comprar uma passagem normal. Sendo uma viagem curta, em um trem regional, tinha certe de que seria barato. Bom, eu estava errado, e foi bem caro, o que me deixou bem irritado. Quando fui pagar a máquina só aceitava cartões, e rejeitou o meu. Tive então que pegar mais uma fila na máquina que aceitava dinheiro. Estava perdendo tempo, dinheiro, e minha cabeça. Cada segundo que passava eu ficava mais irritado. Só faltava eu perdeu o trem, mas isso pelo menos não aconteceu. Saí uma hora mais tarde do que planejava quando saí do hotel. Uma hora de atraso queria dizer uma hora a menos para visitar o museu.
Foram 30 minutos de viagem, e então eu tive que andar mais uns dez até o museu. Ele fica quase no meio do nada, em volta só haviam algumas casinhas residenciais, mas é considerado um dos museus "mais bonitos do mundo". Chegando lá comprei minha entrada e a primeira coisa que fui fazer foi visitar seu jardim de esculturas, aberto em um grande espaço em frente do mar, o porquê do seu apelido. Porém hoje o dia estava feio, frio, e estava chovendo e ventando, então eu não poderia aproveitar muito a sua beleza. Vi tudo que consegui considerando a chuva que estava, e então cheguei no restaurante do museu, e achei que seria melhor comer, já que já fazia um dia que eu não comia. Eles tinham um bufet que parecia bom, mas eu resolvi comprar um sanduiche para ser mais rápido. Não foi nada barato. Tudo aqui é caro e eu estou sentindo que esse vai ser um dos meses mais caros da minha viagem, ainda mais com a Noruega por vir. Comi meu sanduíche e fui enfim visitar o museu. Uma boa coisa de ter vindo no museu hoje, e não no próximo dia que poderia, foi que pude ver a linda exposição do Andreas Gursky, que acabava este final de semana. Cada uma de suas fotos era mais impressionante que as outras, e ainda mais linda. Passei um bom tempo apreciando cada uma de suas fotos, e então fui ver as outras exposições.
Uma das outras exposições que estava acontecendo era mulheres artistas do movimento Avant-Garde, entre os anos 20 e 40. Era uma boa exposição, mas não muito do meu interesse. Já a outra era uma série de vídeos, não muito interessantes, que eu por coincidência já tinha visto, meses e mese atrás na Austrália, ainda no começo da minha viagem. Já não tinha me interessado neles meses atrás, e não me interessei desta vez de novo. Acabei então visitando a parte do museu dedicada a sua coleção permanente. Não era um espaço muito grande, mas a coleção era ótima. A este ponto do dia o tempo tinha melhorado, então eu tive a oportunidade de visitar mais uma vez seu jardim de esculturas, e um lago que ficava do outro lado do museu. Tudo realmente muito bonito. O "museu mais lindo do mundo"? Talvez. Dei uma passado obrigatória na loja do museu, que tinha coisas muito legais e bonitas, e fui embora quando começaram a bater palmas avisando que o museu estava fechando, e mandando todos embora.
Andei até a estação e perdi o primeiro trem, então tive que esperar uns vinte minutos para segundo. Meia hora mais tarde estava de volta na cidade, e fui jantar. Queria conhecer um lugar votado como o melhor hamburger da cidade, que não ficava longe da estação de trem. Foi caríssimo. Se agora pouco mencionei que meu almoço foi caro, este jantar foi o dobro do preço. Tudo isso contribuiu para o que foi um dos dias mais caros de toda a minha viagem. O hamburger era bom, mas não valia tudo que eu paguei, e eu até preferi o que tinha comido por acaso no dia anterior. O que valeu a pena foi o milkshake que eu pedi, o primeiro milkshake de verdade que eu tomo desde que saí de Londres meses atrás. Depois de jantar, andei de volta para o hotel. Usei a internet, escrevi para o blog, e passei o resto da noite lendo meu livro, que tinha que dar uma adiantada. Li por horas e horas.








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