Saturday, May 5, 2012

Berlim - Dia 2.

Tinha ido dormir mais cedo do que no dia anterior, mas acordei mais tarde, e mais cansado. Foi difícil levantar para tomar café. Quando consegui reunir força o suficiente, desci e comi bastante. Quando voltei para o quarto fiquei na internet até a hora que resolvi ir tomar um banho para sair. Não queria perder muito tempo no hotel já que meus planos para o dia de hoje eram longos e eu imaginava que iria passar o dia todo ocupado. Consegui sair uma hora antes do que no dia anterior, mas mesmo assim era mais tarde do que eu queria. Meus planos para hoje era visitar a 7ª Binal de Arte de Berlim. Já sabia que ela ira estar acontecendo durante os dias que eu estivesse aqui desde Janeiro, então isso era algo que estava na minha lista há muito tempo. Segundo o site da Bienal as exposições estavam divididas em 4 endereços diferentes, e se possível eu queria visitar todos hoje. Cmo todos ficavam abertos até as 8 da noite, seria bem possível. O primeiro que resolvi visitar não estava muito longe do hotel, então fui andando para lá. Quando cheguei, o lugar ainda estava fechado, mas um dos funcionários que estava do lado de fora me disse que horas eles abriam, e só faltavam 15 minutos. Neste pouco tempo, desci na estação de metrô bem em frente para comprar uma passagem válida pelo dia todo, já que planejava pegar o metrô várias vezes.

Quinze minutos depois voltei para o primeiro "museu", que já estava aberto. O Deutschlandhaus era um antigo prédio de escritórios que há muito anos foi abandonado e usado para diversos propósitos diferentes. No ano passado uma competição foi feita para achar um arquiteto que remodelasse o prédio para virar um museu. A obra vai começar em 2013, com perspectiva de acabar até 2015. Por enquanto ainda é basicamente um lugar abandonado, mas estão usando ele como uma das localizações da bienal. Não era nada do que eu esperava. Apenas duas salas estavam com exposições. Umas delas era para um projeto que ainda nem está pronto, então apenas um trailer está passando, e a outra não tinha nada de interessante. Fiquei menos de meia hora lá dentro (o que é bastante considerando o que tinha para se ver), e peguei o metrô para a segunda parada. O próximo lugar era um museu de verdade, então esperava ficar bastante tempo lá dentro, mas apenas uma sala de todo o museu, no terceiro subsolo, está com a programação da bienal, e era apenas um horrível (em vários sentidos) vídeo-arte. Vi o vídeo todo, e era só isso, então também acabei só ficando uma meia hora por lá.

Estava começando a ficar desapontado, mas tinha certeza que no KW Institute for Contemporary Art, minha próxima parada, que organizou a bienal, iria encontrar coisas boas. Não foi bem isso. Cheguei lá e não havia quase nada. Em duas pequenas salas haviam mais vídeos, e na maior parte havia uma estranha colaboração com o movimento "Occupy". Haviam pessoas acampando, fazendo várias placas, ouvindo música, conversando com alguns dos outros visitantes, e só. Onde estava a arte? Não estava entendendo nada, estava achando tudo bem ridículo. No site diziam que era apenas 4 locais de exposição, dos quais agora só faltava mais um, mas o panfleto que peguei na primeira parada que tinha feito dizia existir mais dois. Um deles era bem perto, na mesma rua, então fui andando até lá. Andei a rua toda e não achei o tal lugar. Dizia ser no número dez, mas passando do número 20 os números começavam a subir de novo. Mas não foi um problema já que era uma rua bem legal, com várias galerias de arte (melhores do que qualquer outra coisa que tinha visto até agora na bienal) e umas lojas legais. sem achar o que estava procurando, continuei.

Para chegar no próximo lugar seria mais fácil ir andando, e foi o que fiz. Berlim não é muito bonita, mas essa área da cidade era pelo menos mais legal, com coisas interessantes pelo caminho, restaurantes legais e lojas legais. O próximo espaço de exposição era dentro de uma igreja vazia, onde tinham coberto suas paredes e seu chão com tábuas brancas que eatavam sendo pintadas pouco a pouco. Pelo que eu entendi qualquer um que quisesse poderia fazer um pouco de arte. E era só isso. Nenhum artista de verdade, nenhuma obra, nada. Desapontado, e desiludido, não senti vontade nem de pintar um pouco. Saudades de uma bienal de verdade como a de Yokohama. Agora que tinha visto tudo que tinha planejado e não estava nem perto da hora que eu imaginava que iria acabar, não sabia o que fazer. Olhando o mapa e vendo onde eu estava, vi que não muito longe ficava um memorial do Muro de Berlim. Fui andando para lá, mas não era nada muito especial. O memorial em sí era apenas uma parte fechada de como o muro era, e só dava para ver direito de cima de uma plataforma que eu subi um pouco mais tarde. Mas bem ao lado ficava um ex-cemitério que foi evacuado para poderem passar o muro por ele, e lá haviam algumas informações legais sobre o muro e sua história.

Depois dessa visita rápida, fui andando para o metrô. Havia mais um lugar da suposta bienal que ainda não tinha visitado, e era para lá que eu ia. Peguei o metrô, e como para chegar lá eu teria que trocar de trem em Alexander Platz, resovi saltar lá e dar uma visitada na famosa praça. A praça é grande, mas não é bonita, e não tem muito para se ver. Não era o que esperava, como muito em Berlim até agora. Acabei entrando em uma grande loja de departamento onde visitei as partes que me interessavam: livros, brinquedos, e roupas masculinas. A única coisa realmente legal era um Lego que eu sonho em ter do Star Wars, com mais de 3 mil peças e um produto final de quase um metro e meio. Lindo. Apenas 400 euros. Como hoje era Star Wars Day (May the forth be with you!) seria uma compra interessante. Quando saí da loja estava tirando algumas fotos pela praça quando um policial me parou para me perguntar o que era que eu eatava carregando comigo. Meu guarda-chuva, que estava comigo, tem um cabo que finge ser uma espada samurai, e ele achou que era uma espada de verdade. Deve ser a vigésima vez que me perguntam sobre minha "espada", mas a primeira vez que foi um policial de verdade.

Peguei então o metrô para o que faltava ver da bienal. Saltei bem em frente em Checkpoint Charlie. Após a guerra, e antes do muro, Berlim foi dividida entre quatro territórios diferentes, cada um controlado por uma nação, e este era uma das fronteiras. Andei um pouquinho por lá, e então foi procurar o lugar que dizia no panfleto. Quando cheguei no endereço, que imaginava ser um museu, era apenas um prédio residencial comum. O que tinha bem em frente contanto era uma instalação que fechava a rua toda, e só posso imaginar que era isso que tinha ido ver. Era uma "parede" que fechava a rua toda, impedindo a passagem de carros. Pelo menos era uma obra de verdade. como era só isso, peguei o metrô mais uma vez, agora para ir jantar. Antes de eu começar a minha viagem minhas amigas fizeram um Eurotrip e enquanto em Berlim, uma delas disse que tinha comido um dos melhores hamburgers da vida dela. Isso imediatamente me interessou, e eu esperei por nove meses para poder ir até lá. O lugar era longe, mas de metrô tudo é perto. Quando cheguei lá vi que o restaurate era apenas um buraco na parede, com algumas mesas para fora. Cheguei bem na hora, já que depois que eu pedi formou uma fila grande. Era um bom hamburger, mas não entra nem na minha lista. Mais uma pequena decepção.

Tendo jantado, estava pronto para voltar para o hotel e relaxar. Para tal, peguei o metrô maisuma vez. Tive que trocar de metrô algumas vezes, e uma certa hora tive que saltar da estação e ir de ônibus até a próxima, para então continuar, já que havia uma estação fechada no meio do caminho. Pelo menos eles explicavam que ônibus tínhamos que legar, e não era necessário pagar. Saltei em uma estação diferente hoje e andei por uma avenida cheia de prostitutas para chegar no hotel. Lá, acabei meu dia como qualquer outro.






































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