Já tinha decidido o que iria fazer hoje a muito tempo: visitar a National Gallery. Fui andando até lá, e demorei muito pouco para chegar. Hoje ela de graça, e era por isso que tinha que vê-la hoje. Depois de pegar minha entrada, estava olhando o mapa do museu e vi que ele não era tão grande quando parecia, tendo apenas um andar de exposições. Era só isso que eu tinha planejado para o dia, então decidi que eu iria ficar o máximo que eu conseguisse lá dentro, assim o dia iria passar rápido. Comecei a ver tudo com muuuuita calma, muito mais do que necessário. O pior é que nem sei se isso faz alguma diferença, já que vou acabar esquecendo de quase tudo que vi, como aconteceu com todos os museus que visitei na minha vida. Mas foi ótimo, era um ótimo museu. Cronologicamente, ele continha obras renascentistas até o começo do modernismo, focando mais na Noruega, mas com ótimos exemplos de arte mundial. Havia também uma sala separada para obras do Edvard Munch, e lá estava sua obra mais famosa "The Scream". O Munch fez quatro versões de sua famosa tela, duas em óleo, e duas em pastel. Seu museu, que visitei no dia aterior, tem uma versão à óleo e outra à pastel, mas só a de pastel estava exposta. Esta na National Gallery é a principal. A outra versão em pastel foi leiloada mais cedo este ano, batendo o récorde de obra de arte vendida por maior valor em um leilão (120 milhões). Sempre adoro ver telas como essas, famosas pelo mundo todo, mas esta em particular não é tão especial. Conhecendo seu trabalho com mais profundidade, esta certamente não é minha preferida.
Consegui ficar no museu até quase a hora em que ele fechava, uma vitória. Lembrei então que eu ainda precisava visitar o museu da cinemateca, o Filmmuseet. Fui andando para lá, e no caminho parei para comprar um sorvete, que estava gostoso. A cidade estava muito mais vazia hoje do que qualquer outro dia. Achei isso curioso, sendo domingo, mas talvez é por que quase todas as lojas nas ruas estavam fechadas. Aposto que os parques estavam cheios. Cheguei então na cinemateca, e fui para o museu, que é de graça. É um museu legal, contando a história do surgimento do cinema. Já sabia de tudo, conhecia tudo, mas sempre adoro ver as tecnologias antigas e ler sobre minha paixão. Especificamente sobre cinema norueguês havia muito pouco. Não era um museu grande, e em uma hora já tinha visto tudo. Mas continuei por lá, me sentei em um sofá, lei umas revistas, e mais tarde vi que havia mais uma galeria lá dentro, mas tudo estava em norueguês. Saí de lá na hora do jantar, mas não queria ir logo jantar os chegaria de volta no hotel muito cedo.
Fui andando em volta e acabei chegando no castelo, onde eu entrei e fui até o seu parque. Mesmo sendo sete da noite, o dia estava lindo (e continuaria assim até uma onze da noite) então me sentei no parque e passei um tempo lá. Depois de um tempo relaxando lá terminei de atravessar o castelo e fui jantar. Já sabia onde queria jantar, mas chegando lá o restaurante estava fechado. Mas ele ficava em uma praça na esquina do hotel onde haviam mais alguns restaurantes. Me sentei em um que fica quase todo para o lado de fora, no sol. Era um pouco bizarro estar jantando debaixo do sol. Para aproveitar, pedi um salmão, que é famoso na Noruega. Não foi nada barato, mas tudo aqui é caro, e a única coisa mais barata teria sido um sanduíche qualquer. E valeu muito a pena, estava ótimo! Comi bem, e então voltei para o hotel, que estava logo ao lado. Quando subinpara o quarto o canadense estava mais uma vez dormindo, e alguém estava tomando um banho. Peguei meu iPad e desci para usar a internet. Fiquei lá por um bom tempo, escrevi para o blog, e então voltei para o quarto. O canadense tinha descoberto como ligar a TV e estava vendo um filme. Me arrumei para dormir, arrumei minhas coisas, e me deitei. Enquanto ele via TV nãp consegui me concentrar no meu livro, mas assim que ele a desligou e foi dormir, consegui ler, e li até dormir. Hoje tínhamos um companheiro novo, japonês.



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