Friday, May 4, 2012

Berlim - Dia 1.

Tinha ido dormir tarde e queria dormir bastante, mas não podia, já que aqui em também tenho café da manhã inclus, e tinha que aproveitar. Mesmo estando muito cansado, acabei acordando antes do despertador tocar, não sei porque. Levantei mesmo antes do despertador tocar, e me vesti para o café. O café é bem melhor aqui, com várias coisas boas. Fiz um prato e me sentei em uma mesa, mas não notei que tinha a bolça de uma mulher guardando a mesa em que me sentei, e quando ela chegou com seu namorado eles tiveram que achar algum outro lugar (e o café estava bem cheio). Não foi culpa minha, realmente não tinha visto a bolça. Comi bastante, repeti algumas vezes, e então subi de volta para o quarto. Não tinha escrito para o blog, então ainda tinha que fazer isso esta manhã, o que me fez perder um certo tempo. Depois de escrever, e usar a internet, e pesquisar sobre Berlim no meu guia, e tomar um banho, e me arrumar, saí do hotel mais tarde do que planejava. Estava com muita preguiça de tudo. Geralmente adoro tomar banho, mas hoje foi um saco, e eu demorei para fazer isso também. Para piorar minha preguiça o dia estava feio e com cara de chuva.

Berlim tem muito para se ver e fazer, e eu não tinha muita certeza do que iria fazer hoje. Comecei andando até o Sony Center em Potsdamer Platz, onde tinha ido no cinema na noite anterior, já que lá fica o Museum für Film und Fernsehen. Começar com algo do meu interesse seria a melhor opção. Claro que eu tenho muitos interesses, mas nada se compara com o meu amor eterno por cinema. Nada. O museu conta a história do cinema alemão desde o surgimento das primeiras câmeras no final do século 19 até o presente, e é super legal e interessante. O cinema alemão certamente é um dos mais importantes, com diretores legendários. Cada parte do museu tinha um foco diferente, as vezes baseado em um só filme, como "Das Cabinet der Dr. Caligari" ou "Metropolis", em atrizes, e em épocas inteiras, como o cinema produzido durante o regime nazista. No geral ele era mais focado na história antiga e mais clássica, deixando apenas uma parte pequena para o mais "recente". Havia muito pouco sobre diretores indispensáveis como o Herzog, o Wim Wenders, ou o R. W. Fassbinder. O tempo voou enquanto eu estava lá dentro, e mesmo depois de acabar a parte sobre cinema havia mais para ver. Havia por exemplo uma parte dedicada à Televisão, mas que era muito menor e com informações quase exclusivamente em alemão. Estava acontecendo também uma exposição temporária sobre heróis da cultura pop, que era divertida, mas direcionada para crianças, e apenas em alemão. Depois de ver tudo isso, tinha ficado no museu por quase cinco horas, e o dia já estava quase no final.

Pensei em ir no cinema, mas chegando lá vi que as sessões dos filmes que me interessavam eram bem mais tardes, então criei um outro plano. Não falatava muito para a hora do jantar, então não queria ir longe, e não teria como visitar algum outro museu. Sendo assim, fui apenas passear. Estava chovendo quando saí do Sony Center. Comecei passeando por Potsdamer Platz, e encontrei uns pedaços do antigo muro de Berlim. Não era muito, mas mas tinhas umas informações sobre o muro, que eu passei um tempo lendo. Depois de dar uma volta pela praça que antes da guerra era a mais moviementada de toda a Europa, comecei a andar em direção Brandenburger Tor, o grande portão da cidade, construído no século 18, mas que se tornou um símbolo da Alemanha reunificada. Para chegar lá atravessei parte do Großer Tiergarten, que mais parecia uma pequena floresta, como eram os parques no Japão. Era bem bonito. Chegando no portão, tirei algumas fotos, dei uma volta, e fui então até o Reichstag, o prédio do Parlamento Alemão. Aind aou voltar para entrar lá, mas por hoje apenas dei uma olhada e tirei umas fotos. Comecei então a voltar para o Sony Ceter, onde iria jantar. Só iria jantar lá porque não tinha visto mais nada pelo caminho que fiz. Fui comer em um lugar chamado Billy Wilder's. Incrivelmente, só hoje no museu eu descobri que ele não é americano, e fiquei surpreso. Estava em dúvida entre dois pratos, e pedi o mais caro dos dois, achando que seria melhor, mas não era o que eu esperava e fiquei desapontando. Não tão desapontado contanto quanto fiquei com a sobremesa que pedi. Tinha certeza que seria boa, mas quase tive que me forçar para acabar. Um saco. Não foi um jantar muito bom, e foi caro.

No caminho do hotel lembrei que precisava comprar água, mas não conseguia lembrar de ter passado por nenhum supermercado. Avistei então um shopping, e entrei lá para ver se achava um supermercado, e achei. Havia uma garrafa d'água que dizia ser 19 centavos, e quando eu fui pagar me cobraram mais que o dobro disso. Reclamei, e me deram uma explicação confusa qualquer. Como eu precisava de água levei mesmo assim. Claro que não era caro, mas esperava pagar menos. Fui então para o hotel, onde passei um tempo na internet, escrevi para o blog, e li meu livro.





























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