Wednesday, May 30, 2012

Bergen - Dia 1.

No meio da madrugada um alarme de celular começou a tocar e vibrar. Me acordou, e estava tão alto que parecia vir de dentro do meu quarto. Não parava de tocar, e eu fui obrigado a levantar e procurar o que estava tocando. Imaginei que de algum modo poderia ser o meu iPod, ou algo que tinham esquecido no quarto. Não era nada disso, e simplesmente ninguém desligava a merda do alarme. Descer e subir da minha cama é quase impossível, e fazer isso no escuro é ainda pior. Quando finalmente desligaram o alarme eu não consegui voltar a dormir. E então começou de novo. Comecei a xingar o dono do celular em voz alta (em português). Não dava para acreditar que ele não estava acordando com o próprio alarme, e não parava de tocar. Acordado, eu comecei a ficar com sede, fome, e com vontade de ir no banheiro, mas eu não queria sair do quarto. Estava no meio da madrugada. Quando finalmente o alarme parou eu consegui voltar a dormir. Acordei mais algumas vezes, mas só levantei quando realmente estava descansado, e já estava tarde.

Fiquei na internet, que ainda estava péssima, mas que pelo menos foi o suficiente para postar o blog. Bem quando eu acabei começaram a usar os chuveiros do barco, e eu decidi que nãp iria tomar banho. Não lembro a última vez que comecei o dia sem um banho. Antes de sair do hotel subi para pagar o hotel, e comecei a conversar com o cara que trabalha no barco, um italiano. Ele me perguntou o que eu iria fazer hoje, e meus planos eram visitar o museu de arte. Ele me disse então que eu deveria aproveitar o dia, que estava bonito, e subir na montanha. Ele estava certo, então mudei meus planos. Bergen é aparentemente a cidade da Europa que mais chove, então eunrealmente precisava aproveitar que o dia estava bom. Depois do tempo que passei conversando com o italiano, saí do hotel meia hora mais tarde do que queria, e fui andando direto para a montanha, fazendo o caminha que ele tinha me explicado.

Antes de chegar lá passei pela parte principal do centro, a mercado de pescadores, que ainda não tinha visto. Dando uma volta por lá encontrei um centro de turismo, onde aproveitei para pegar um mapa da cidade. Mesmo sendo uma cidade pequena, é sempre bom ter um mapa para ter certeza de que eu não vou me perder por aí. Precisava comer alguma coisa, e mesmo estando no mercado de pescadores, não queria comer peixe. Mas lá no meio acabei encontrando uma barraca que vendia umas salsichas, e eu comprei um cachorro-quente. Fui finalmente então até o bonde que sobe até o topo da montanha Fløyes, umas das sete que rodeiam a cidade. Decidi que iria comprar uma passagem apenas de ida, e descer a montanha a pé. Havia uma grande fila, e eu só conseguimpegar o terceiro bonde. A subida foi rápida, e a vista lá de cima era muito bonita, de onde dava para ver a cidade toda. Aproveitei um pouco da vista, comprei um sorvete, e então fui aproveitar a montanha.

Na bilheteria, quando disse que iria descer a pé, eles me deram um mapa com as trilha da montanha, então eu decidi que iria percorrer algumas das trilhas, e ocupar o meu dia com isso. Comecei com a mais curta, que ia até um lago chamado Skomakerdiket, no meio da montanhas. Era muito bonito lá, então me sentei em um banco e fiquei relaxando. Quando resolvi continuar, peguei uma outra trilha que subia ainda mais a montanha. Depois de andar bastante, quase sozinho por todo o caminho, encontrei uma reserva d'água com uma placa dizendo que era água potável. Estava morrendo de sede, então tentei chegar na reserva. Tentei pelo único caminho que eu via, mas não consegui, e acabei molhando meu tênis no processo. Continuei andando, andei bastante, e acabei chegando na divisa da montanha que eu estava com outra. Andei um pouco pela outra, mas não fui longe. Peguei então uma outra trilha, mas quando o terreno do caminho virou apenas grama, e não pedra como antes, achei melhor voltar. Comecei a voltar para a parada do bonde, mas no caminho ainda me aventurei por uma outra trilha. Encontrei lindas vistas nesta trilhas, mas percebi que seria fácil se perder por lá, então voltei e continuei de volta para o bonde. Ao chegar lá, dei uma última olhada na vista da cidade, e então comecei a voltar para o centro da cidade.

Descendo toda a montanha, demorei quase uma hora para chegar de volta no centro. Uma vez lá, com o tempo que ainda tinha antes do jantar, fui passear um pouco, e fui até Bryggen, um bairro antigo da cidade, patrimônio mundial da UNESCO, que ainda tem prédios originais. Era bonito, mas era menor do que esperava. Hoje iria acontecer um show do Ozzy Osbourne na cidade, então ela estava bem cheia, e cheia de roqueiros doidos. Quando chegou a hora do jantar eu acabei comendo no Subway, sem querer gastar muito dinheiro com alguma outra coisa. Acabei de comer cedo, e não queria voltar tão cedo para o hotel, mas não havia mais nada para fazer. Por sorte, no meu caminho para o hotel, passei por uma praça onde estava acontecendo uma apresentação de uma orquestra. Eles já estavam na metade do show, mas eu fiquei por lá até eles acabarem, o que demorou uma meia hora. Foi ótimo. Cada música era de um compositor de um país diferente. Então enquanto a cidade toda estava no show do Ozzy, eu estava escutando música clássica em uma praça. Bem melhor.

Cheguei então no hotel, e quando fui usar a internet o italiano estava lá, com um outro garoto que trabalha no barco, que é norueguês e tem a minha idade. Começamos a conversar e eu acabei passando a noite toda com eles. O capitão teve que ir para a Polônia e tinha deixado o barco na mão deles. E bem hoje tinha dado um problema com as reservas por conta do show, e o hotel estava completamente overbooked. Eles tinham passado o dia inteiro levando bronca dos hóspedes que tinham reservas e que não puderam ficar lá. Não entendi exatamente o que aconteceu, mas só fiquei aliviado de ter chegado um dia antes desta confusão, e ter um quarto para dormir. Passamos um tempão juntos conversando, e então os outros hóspedes começaram a chegar do show. Um deles, por muita coincidência, era de São Paulo. Ficamos todos no deck do barco conversando, e ia chegando cada vez mais gente, e cada um mais bêbado. Ri muito com todo muito, e foi uma noite bem divertida. Quando começou a ficar frio demais, fui para o quarto. Já era uma da manhã, e não estava de noite. Incrível! Mesmo estando tarde, ainda tive tempo de escrever para o blog antes de ir domir.









































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