Sunday, May 6, 2012

Berlim - Dia 3.

Aos finais de semana o café da manhã do hotel começa e termina mais tarde, o que significava que eu poderia dormir mais. Poderia facilmente ter dormido uma hora a mais que o que eu costumo, mas para não perder muito tempo botei o despertador para meia hora depois. Acordei, desci para o café, e comi. Quando voltei para o quarto comecei a perder muito tempo na internet e lendo meu guia para saber exatamente o que iria fazer hoje. Depois de tomar um banho e me arrumar, saí bem mais tarde do que eu pretendia. Tinha vários planos para hoje, mas infelizmente não foram muitos deles que se realizaram. Comecei andando em direção ao Reichstag, para no caminho visitar um memorial ao Holocausto. O memorial consiste de 2,711 colunas de concreto de diversos tamanho, espalhadas em um espaço de 19,000 metros quadrados. O chão em sí é ondulado, então de cima, parece até um mar de concreto. Algumas das colunas são bem baixinhas, e as centrais são bem maiores do que mim. É um memorial bonito, e andar pelo meio das colunas é uma experiência interessante. Muitos estavam brincando e se escondendo uns dos outros, se divertindo em algo dedicado a algo extremamente sério.

Quando acabei de visitar o memorial continuei para o Reichstag, e no caminho passei pela Brandenburg Tor, onde estava acontecendo algum evento, com barracas e um palco montado. Estava tudo em alemão, mas tinha algo a ver com o nazismo. Quando cheguei no Reichstag entrei em uma pequena fila para entrar, e então percebi que todos ao meu redor estavam segurando um papel, uma espécie de entrada. Pelo que eu tinha lido, a entrada era de graça, então não sabia o que aquilo poderia ser. Comecei a falar com um casal ao meu lado e eles me explicaram que para entrar é necessário fazer uma reserva na internet. Eles tinham feito a deles dois meses atrás. Saí então da fila e fui perguntar para alguém exatamente o que eu deveria fazer para visitar o Reichstag. Me disseram que realmente era necessário marcar na internet, com no mínimo de dois dias de antecedência, "por questões de segurança". Fiquei extremamente irritado, já que em dois dias vou embora, e não vou conseguir visitar o Parlamento. Mas o que mais me irritou foi o fato que tinha vindo até aqui alguns dia atrás e não fiquei ciente disso. Poderia já ter resolvido isso, e agora tinha perdido minha chance. Muito chato.

Com esse plano de fora, fui andando pelo parque até a Haus der Kulturen der Welt, um centro de cultura apelidado de "Ostra Grávida". Só iria até lá para tirar algumas fotos, já que não imaginava que tivesse o que fazer lá. Porém quando cheguei lá vi que estava acontecendo um festival de cinema coreano, e que os filmes eram com subtítulos em inglês. Isso me deixou mais animado, e eu comprei um ingresso para um filme a tarde. No tempo que eu tinha, continuei com os meus planos. Continuei pelo parque até chegar na Siegessäule, uma coluna com um anjo dourado no topo, que comemora vitórias militares do século 19. Tirei algumas fotos e continuei descendo até chegar no Bauhaus Archiv, que era onde pretendia passar o tempo que tinha. O Bauhaus Archiv é um museu com objetos, desenhos, fotos, pinturas, e projetos da importante e influente escola de design Bauhaus. O museu não é muito, mas é super interessante e bonito, especialmente para aqueles como eu que gostam de design. Aprendi bastante, muito por conta do áudio-guia de graça que recebi. Depois de visitar todo o museu passei mais bastante tempo na loja, que era linda. Entre todas as coisas incríveis eles tinham o meu relógio de pulso. Meu pai já tinha me dito que ele era um design da Bauhaus, mas foi legal ver ele lá.

Eu percebi que estava sem dinheiro, e não queria sacar mais, já que tinha um pouco guardado comigo no hotel, que tenho que gastar. Resolvi então voltar para o hotel e pegar um pouco de dinheiro, só para não ficar em uma situação ruim. Fui andando rápido até lá, já que não muito depois tinha que estar no festiva de cinema. Quando cheguei no hotel e estava subindo no elevador me lembrei não só que o dinheiro que eu tinha não era trocado, mas também que eu tinha um pouco de trocado em uma parte diferente da carteira. Minha ida ao hotel foi portanto quase inútil. Já que estava lá resolvi por curiosidade entrar na internet e ver como reservar uma visita ao Reichstag. O site dizia que não havia horário nenhum para a semana que vai começar. Não sei bem se isso me deixou mais relaxado ou mais irritado. Dez minutos depois já tinha saído do hotel, mas tinha que me apressar para não perde o filme. Tinha quase certeza de que não teriam trailers, então tinha muito pouco tempo. Comecei andando rápido, mas não correndo. Quando estava ainda na metade do caminho percebi que só iria conseguir se corresse, e foi o que fiz. Cheguei na "Ostra Grávida" cansado e suado, apenas para descobrir que minha corrida foi totalmente desnecessária. Antes do filme aconteceu uma apresentação do diretor de um festival de cinema na Coréia, e mesmo isso não começou no horário dito. A apresentação foi em coreado, traduzida para alemão, então eu fiquei totalmente perdido. O filme era um clássico dos anos 60, que foi refilmado em 2010, chama "The Housemaid". Já tinha ouvido falar do remake, mas nem sabia que era um remake. O filme tem bons momentos, mas no geral eu não gostei. O remake certamente era melhor, e era o que iriam passar logo em seguida. Decidi que iria ficar para ver o remake, mas quando fui comprar o ingresso me avisaram que era o único filme do festival todo que tinha legendas apenas em alemão, então nã teria como eu ver. Uma pena, mas pelo menos foi bom ter visto um filme estangeiro depois de tanto tempo. Adoro cinema coreano, e alguns dos meus filmes favoritos vêm de lá. Mas nunca tinha visto um filme antigo coreano.

Decidi que iria jantar apenas uma salsicha em uma barraca que tinha visto montada em frente ao Brandenburg Tor, mas quando cheguei lá ela já eatava fechada. Dei uma volta e acabei decidindo comer em um restaurante lá perto. Já tinha escolhido que pedir, mas então vi que o prato do dia era uma degustação de salsichas, e achei que seria ótimo. Foi então o que eu pedi, mas não era bem como eu imaginava. Ana ia uma foto com a descrição do prato, e o prato mãomera nada como na foto. Não fiquei muito feliz com isso, e saí bravo. Mas minha irritação ainda iria aumentar logo mais. Precisava comprar água, e fui até o mesmo shopping que tinha ido outro dia. Lá haviam dois supermercados, e como o que tinha ido da última vez tinha me cobrado mais do que dizia que iria, fui até o outro desta vez. Lá as águas eram mais caras, mas tudo bem. Quando fui pagar, mais uma vez me o preço subiu. Com esse preço novo a garrafa seria mais que o dobro do preço que no outro supermercado, então disse que não iria levar a água, e fui até o outro supermercado. Lá, mal tinha entrado quando gritaram comigo e apontaram para a porta, me mandando embora dizendo que eles já tinham fechado. Então sendo assim, fiquei sem água. Essa fo uma das coisas mais ridículas que já me aconteceram, e me tirou totalmete do sério. Voltei para o hotel com sede, irritado, e com muito o que fazer. Passei um tempão marcando hotéis, e depois fiquei na internet e conversei com os meus pais. Quando acabei já estava tarde, mas eu não queria dormir sem escrever para o blog, então fiz isso. De qualquer modo fui dormir sem ler, o que foi chato.


























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