Monday, May 14, 2012

Copenhague - Dia 4.

Resolvi acordar com a despertador hoje, não por conta de nenhum compromisso, mas para ler um pouco antes de sair do hotel. Mal o despertador tinha tocado e eu já estava lendo. Mas isso me fez sentir que o tempo não tinha passado, já que antes de dormir eu estava lendo, e agora estava lendo de novo. Era como se não tivesse dormido. Foi uma sensação estranha. Li por uma hora, e então passei um tempo na internet. Depois de tomar um banho e me vestir, saí. O dia estava bonito, mas frio. E mesmo com a céu azul, eu não confio muito no tempo daqui, e saí com o meu guarda-chuva, que acabei nem usando. No dia seguinte eu precisaria lavar minhas roupas, mas ainda não tinha visto nenhuma lavanderia na cidade toda. Sendo assim tinha passado um tempo esta manhã pesquisando onde haviam lavanderias na cidade, e descobri que haviam duas bem onde eu estava no dia anterior. Achei estranho ter passado por não só uma, mas duas lavanderias e não ter notado. Fui então checar a existência dessas lavanderias, e ver como elas funcionavam. Para chegar lá fui andando por uma espécie de lago que fica perto do meu hotel, onde haviam varias pessoas pescando. Não vi nenhum peixe, mas estavam pescando de qualquer modo.

O bairro onde estava indo é de longe o mais sem graça e pobre da cidade, cheio de gente estranha. De qualquer modo as duas lavanderias existiam e estavam abertas. Elas são bem parecidas uma com a outra, então não sei bem qual vou usar. Em uma delas entrei onde ficavam as máquinas de secar e havia uma família de chineses cozinhando e comendo lá, como se eu estivesse no meio da cozinha deles. Foi estranho, e por isso devo talvez usar a outra lavanderia. Tendo resolvido isso, fui andando até o museu que queria visitar hoje, o NY Carlsberg Glyptotek. Queria visitar ele hoje, e não qualquer outro dia já que aos domingos a entrada é gratuita. Para mim isso faz uma bela diferença, principalmente em um país caro como esse. No meio do museu fica um jardim de inverno fechado, onde fica o café do museu, e é bem bonito. Chegando lá fui logo comer alguma coisa no café. Tive que pegar uma fila para conseguir sentar. Quando vi a fila pensei em desistir, para ter mais tempo de visitar o museu, mas a fila andou rápida e eu comi bem.

O museu fechava mais cedo do que eu imaginava, e depois de comer eu não tinha muito tempo, então fui logo começar minha visita. A coleção do museu basicamente consiste de esculturas, objetos e arte do mundo antigo - Grécia, Egito, Roma, etc. Mesmo sendo algo extremamente interessante por sua história, é algo que eu já me cansei um pouco de ver, e não era o que eu esperava ver no que eu entedia ser uma museu de arte. Visitei grande parte desta coleção, e então voltei até o saguão principal, onde iria acontecer uma apresentação de um Coro cantando a capela. Me sentei perto da porta, para que se eu saísse no meio não fosse muito óbvio. O saguão não estava cheio, e muitos saíram no meio. Fiquei lá por meia hora, e então fui embora. Foi uma apresentação bonita. No tempo que ainda me restava fui ver o que realmente me interessava no museu, sua coleção de arte do século 19 e 20. Haviam duas partes desta coleção, a dos artistas franceses, e a dos dinamarqueses. Comecei pelos franceses, e acabei minha visita com os dinamarqueses. Foi tudo muito bonito. Só saí do museu quando me expulsaram.

Ainda tinha algumas horas antes do jantar, então fui passear pelo bairro de Christianshavn, do outro lado de um grande canal. No geral é um bairro calmo, bonito, mas lá dentro fica Christiania, a controvérsia "Free Town" de Copenhague, que segue suas próprias leis. Eu não tinha entendido bem o que era até chegar lá. Estava tirando algumas fotos, e quando fui tirar uma foto de uma das ruas que iria entrar, gritaram comigo que não podia tirar fotos naquela rua. Aceitei a condição e entrei na apelidada "Green Light District". Lá, para todos os lados haviam várias barracas vendendo drogas fumáveis: maconha, hashishe, skank, etc. Era bem doido, uma feira de drogas. Porém uma da "leis" de Christiania é que lá dentro não se pode usar drogas pesadas. Foi curioso andar por lá, vendo crianças com os seus pais, velhos, e jovens. Não é como em Amsterdam, onde se pode fumar nos chamados Coffee Shops - aqui se pode fumar onde quiser. Depois de passear um pouco por lá desci até um lago onde havia um pessoal fumando e tomando sol, e me sentei a beira do lago onde conseguia ver vários peixes, uns pequenos camarões, e até umas mini águas-vivas. Fiquei um pouco lá, depois andei um pouco mais pelo bairro, e voltei para o centro.

Fui andando em direção a rua central comercial, para dar uma volta e ver se encontrava o que comer. Todas as lojas estavam fechadas, e os restaurantes não eram tão interessantes. Continuei descendo até chegar na praça inde fica o cinema onde fui algumas vezes. Lá ficam mais alguns restaurantes, mas eram todos ridiculamente caros. No final eu acabei comendo um sanduíche feito por um homem em uma Van. Foi surpreendentemente gostoso. No caminho do hotel parei para comprar água e um sacomde batatas. Os supermercados estavam fechados, então tive que ir em um quiosque qualquer. Foi extremamente caro, para o que era. Ridículo. De volta no hotel, usei a internet, e escrevi para o blog. Comecei a ler meu livro, mas então parei para falar com a minha mãe, afinal hoje era dia das mães!


















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