Monday, May 21, 2012

Estocolmo - Dia 5.

O despertador tocou no mesmo horário de sempre, mas ao invés de desligá-lo eu sem querer apertei "snooze". Sem intenção, isso foi um sinal para eu continuar dormindo. Quando ele tocou dez minutos depois, decidi que iria continuar dormindo, e não tomar café. Botei o despertador para tocar mais uma vez em duas horas, mas acabei acordando antes disso. O café já tinha acabado, e eu estava bem descansado. Melhor assim. Depois de usar a internet, tomar um banho, e me arrumar, já estava perto da hora do almoço. Tinha planos para hoje, mas mais uma vez eu mudei eles um pouco. Iria visitar Djurgården, um dos bairros/ilhas que ainda não tinha visitado, e que segundo meu guia era obrigatório. Ele é um dos mais distantes, literalmente do outro lado da cidade saindo do meu hotel, então ao sair do hotel fiquei com muita preguiça de andar até lá. Decidi então que iria pegar o metrô, que ainda não tinha usado. Mas quando desci na estação mais perta e fui coprar minha passagem vi que o preço era caríssimo. Não havia (ou pelo menos eu não vi) a opção de apenas uma passagem, e a passagem de 24 horas era ridiculamente cara. Sendo assim, fui andando mesmo.

Andei com pressa, para não perder muito tempo com isso, e acabei chegando lá em menos de uma hora, menos tempo do que eu imaginei que seria. Meus planos eram de fisgar dois museus aqui, mas decidi ao chegar lá que só iria em um, e passaria o resto do tempo passeando. Fui então para o museu que eu iria visitar, o Vasamuseet. Este museu apresenta o único navio sobrevivente do século 17 no mundo, resgatado do fundo do mar 333 depois de seu náufrago. O Vasa, o maior navio de guerra construído para ser usado na guerra com a Polônia, teve sua viagem de inauguração no dia 10 de Agosto de 1628. Erros em sua estrutura fizeram com que uma simples ventania o afundasse depois de navegar pouco mais de um quilômetro. Cinqüenta pessoas morreram, e múltiplas tentativas de resgatar o navio foram em vão. Três séculos passaram e o naviu foi esquecido, até que o local exato de seu náufrago foi descoberto, e 333 anos depois, o Vasa subiu para a superfície.

Após anos e anos de restauração, o naviu está em exposição no Vasamuseet, reconstruído com 95% de sua estrutura original, e enfeitado com mais de 500 esculturas diferentes. O navio é incrível, mas o que realmente fascina é o trabalho todo para recuperará-lo do fundo do mar, restaurá-lo, e enfim expor ele para o mundo. Antes de começar minha visita fui até o restaurante do museu, omde comi um sanduíche, já que não tinha comido nada. Depois de comer, fui direteo ver um mini-documentário sobre o navio, que contava sua história e os métodos de resgate. Em seguida visitei todo o museu, com exposições dos objetos encontrados na escavação, os esqueletos encontrados, e explicações da vida em um naviu e da vida na Suécia no século 17. Era tudo muito interessante, principalmente o navio em sí. Quando li sobre o museu imaginei que era possível entrar no navio, mas obviamnete que isso não é permitido - por questões de preservação. Acabei ficando no museu até ele fechar, algo que não estava esperando, mas valeu muito a pena.

Fui então passear pelo grande parque de Djurgården. Aqui ficam mais alguns museus, além de um parque de diversões e um zoológico, mas a real atracão é a beleza de sua natureza abundante. Fui passeando pelo parque e pela beira d'água, sem ligar muito para onde estava indo. Não iria me perder, e se isso acontecesse, só iria escurecer em quatro horas, então não seria um problema. Claro que não perdi, e dei uma grande volta, por quase toda a ilha. Fui muito gostoso, e era tudo lindo. Quando acabei meu passeio, voltei para a entrada da ilha, e atravessei a cidade inteira de volta, até chegar de volta no meu bairro. Já tinha decidido de que iria comer mais uma vez o melhor hamburger de Estocolmo, então fui andando direto para lá. Quando cheguei, estava bem cheio, como da última vez, mas eu comsegui me sentar no mesmo lugar que tinha sentado da última vez. Quando me viram, perguntaram se eu tinha dado meu nome na lista de espera. Disse que não, mas quando eles checaram a lista e viram que não havia ninguém sozinho, me deixaram ficar lá. Foi tão bo, quanto da última vez, mas desta vez eu pedi um cheeseburger duplo, para comer mais. Foi ótimo, mas mesmo assim fiquei com vontade de comer mais. Não podia fazer isso, então paguei e andei de volta para o hotel. De volta no hotel, vi um pouco de TV, usei a internet, escrevi meus cartões postais, escrevi para o blog, arrumei minhas coisas, e li meu livro.




















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