Sunday, May 20, 2012

Estocolmo - Dia 3.

Hoje estava decidido de que iria tomar café, mas mesmo assim foi muito difícil levantar quando meu despertador tocou. Pensei em continuar dormindo, mas isso seria inútil, então me forcei para fora da cama. Me vesti e subi para o café, onde comi bastante como da última vez. Hoje, sábado, estava bem mais cheio na área do café, cheio de crianças e bebês. Logo depois de comer fui para o quarto e fiquei mais um bom tempo lá, usando a internet e me arrumando para sair. Estava com muita preguiça, mas tinha que no mínimo tentar aproveitar o dia. Mesmo depois de tomar um banho, que me deu uma acordada e animada, demorei um pouco para terminar de me arrumar e finalmente sair. Mas quando saí, e vi o dia bonito que estava, sabia que o dia seria bom. Fui andando para o centro por um caminho um pouco diferente hoje, para atravessar um parque que fica perto do meu hotel. Ele era bonito, mas nada muito especial, e por algum motivo havia um pequeno cemitério lá. Fui andando doreto para o Moderna Museet, onde pretendia passar a tarde. Ele não era perto, e eu demorei uma hora hora para chegar lá, mas passei por várias partes da cidade que ainda nãomtinha visto, e que eram bem bonitas, assim como a maior parte de Estocolmo.

Chegando no museu fui logo comprar minha entrada. Na bilheteria me avisaram que eles estavam com algumas partes do museu fechadas, e por isso a entrada estava mais barata que o normal. Mesmo assim tentei usar minha carteira de estudante, mas pela primeira vez desde que ela venceu eles não quiseram aceitá-la. Claro que isso me irritou um pouco, mas o que eu poderia fazer? Afinal eles estavam certos. De qualquer modo, o preço reduzido acabou foi mais barato do que o preço de estudante normalmente seria, então não vou reclamar muito. A parte que estava fechada era da coleção mais antiga, o que não foi um problema, já que eu devo ter visto o suficiente disso. o que estava em exposição era ótimo, mas também nada muito diferente do que já vi pelo mundo todo. Mas claro que é sempre bom ver cada vez mais dos meus artistas favoritos e daqueles que sãomnovos no meu dicionário. Além da coleção permanente eles estavam tendo uma exposição de uma artista que eu já conhecia, e que não empolgava muito. A outra exposição, que tinham me dito ser de "artistas jovens", era exatamente isso. Mas os artistas eram muito mais jovens do que eu imaginei já hora. Era uma exposição de centenas de trabalhos produzidos a pedido do museu por crianças de até 19 anos. O "artista" mais jovem tinha 6 meses. Mesmo. Claro que eu não posso falar mal do trabalho de crianças, mas nem os mais jovens eram muito talentosos. Se eu fosse convidado para fazer alguma coisa para o museu de arte moderna da minha cidade, com certeza iria caprichar. Mas tudo bem. Em uma outra sala eles estavam apresentando um curta metragem que segundo a caixa esta agora mesmo no festival de Cannes. O curta era muito simples, e eu não gostei muito. Imagino quais sãomos requisitos para ser selecionado para Cannes...

Logo ao lado do museu ficava um outro museu, o Arkitekturmuseet, que por também não estar inteiro montado, estava com a entrada gratuita. Mas com o potencial de ser bem legal, este museu de arquitetura não me deixou muito animado. Dei uma visita rápida, e então estava livre para passear um pouco antes da hora do jantar. Passei um tempo passeando pela ilha onde eu estava, e subi até um pequeno castelo usado como central da marinha, de onde se tinha uma vista bonita. Lá em cima, atrás do castelo, me sentei de frente para o mar em umas pedras. Estava muito bonito, mas eu não fiquei muito lá, já que começou a ventar muito e ficar frio. Quando desci, fui voltando em direção ao centro, passando por alguns lugares interessantes. Entrei em um barco antigo que fica parado na costa e hoje funciona como um café, visitei um outro parque da cidade, que era menos bonito do que eu imaginava, e então cheguei de volta na área da cidade que eu já conhecia. De lá fui voltando para o bairro do hotel, já que iria jantar por lá. Como não tinha ido no cinema hoje, estava bem mais cedo do que os outros dias, mas perto do horário que eu geralmente tenho jantado.

No meu caminho um homem me parou e pediu que eu tirasse umas fotos deles. Quando eu acabei ele começou a andar comigo, e quando descobriu que eu era do Brasil, começamos a falar português. Ele era do Camarões, mas cresceu no Uruguai, e já morou em muitos lugares. O português dele era uma bela mistura de espanhol, mas nós conseguimos nos entender. Ele tinha chegado da Noruega, e quando eu contei para ele que estava indo para lá e, seguida ele começou a falar da Noruega e não parou mais. Ele era legal e interessante, mas quando chegou na rua em que eu tinha que virar, me despedi. Decidi dar uma passada rápida no hotel antes de ir para o restaurante, assim olharia certo o endereço do restaurante. Iria jantar na Hamburgeria que tinha sido votada como a melhor da cidade, e estava animado. Mesmo sendo no bairro do hotel, demorei um pouquinho para chegar lá. Havia um bando de gente na porta, e eu imaginei que poderia ser uma fila de espera. O restaurante estava bem cheio mesmo, mas quando eu encontrei um único lugar no balcão, e me sentei. Logo mais tinha feito meu pedido, e pouco depois estava comendo o melhor hamburger que comia desde que saí do Brasil. Para começar, ele já ganha muitos pontos por ser simples como todos devem ser. Pão, carne, queijo - só. E mesmo sendo um pouco pequeno, foi ótimo! Tive que me segurar para não comprar um segundo, e logo paguei a conta para sair de lá antes de fazer isso. Comi bons Hamburgers durante a viagem, mas esse ganhou de qualquer um - apenas por ser simples.

Voltei então para o hotel, me segurando mais uma vez para não comprar mais nada para comer no supermercado que passei no caminho. De volta no hotel, vi mais um filme na TV, e então escrevi para o blog e usei a internet. Não li meu livro, e já fazem alguns dias que não leio, então tenho logo que voltar para o hábito de ler.
































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