Friday, May 18, 2012

Estocolmo - Dia 1.

Tinha ido dormir cedo, minha cama era confortável, e por não ter nenhuma janela, o quarto era obviamente bem escuro. Poderia dormir bastante, mas resolvi acordar cedo para tomar café. O café não estã incluso no preço do hotel, mas sendo um bom hotel eu imaginei que seria um bom café, e seria mais barato do que almoçar mais tarde. De qualquer modo dormi bastante, e acordei descansado. Me vesti e subi para o café. Tive que pagar por ele antes na recepção, e então fui até o restaurante. Era um bom café, sim. Não era o máximo, ou o melhor, mas estava bem gostoso. Comi bastante, até ter certeza de que estava bem cheio, e então voltei para o quarto. Passei um bom tempo na internet pesquisando algumas coisas, e então tomei um banho e me arrumei de novo, desta vez para sair.

Como meu quarto é no segundo subsolo, não tinha visto como o dia estava até sair do hotel, e esqueci de trazer meu guarda-chuva. Mas isso não foi um problema. O dia estava meio nublado, com nuvens mais escuras visíveis à distância, mas conforme o tempo foi passando ele ficou cada vez mais bonito, até ficar sem nuven nenhuma. Estocolmo é espalhada em 14 ilhas, conectadas por suas avenidas e formando uma única grande cidade. Fora da cidade, o arquipélago de Estocolmo tem aproximadamente 24,000 ilhas. A ilha do meu hotel, seu bairro, é legal, mas não é o principal. Fui andando então até a parte principal da cidade. Fiz um caminho para chegar em um cinema que pretendia ir de noite, e chegando lá já comprei meu ingresso. Com isso resolvido, tinha várias horas para passear pela cidade.

Comecei andando por uma longa rua comercial só para pedestres que estava logo perto. Parei em várias lojas, mas não vi nada muito especial. Cheguei então em um grande lugar que chamava Kulturhuset. Não sabia o que era, mas mesmo não falando sueco podia muito bem deduzir que era uma "casa de cultura". E era. Este grande prédio contêm um teatro, uma sala de cinema, galerias para exposições, um pequena biblioteca, lojas de design e livros, alguns cafés, e mais algumas coisas espalhadas. Havia também um centro para crianças, com até um estacionamento de carrinhos de bebê. Comecei a explorar tudo que este lugar tinha para explorar, e acabei ficando lá por muito mais tempo do que eu esperava. Depois de ver um pouco de tudo, acabei passando mais tempo em uma exposição de vários artistas de vídeo-arte. Já mencionei algumas vezes que não sou fã de vídeo-arte, mas querendo seguir a carreira cinematográfica, acho importante ver um pouco disso, nem que seja para tirar algumas idéias. E idéia do que não fazer. Haviam muitíssimo artistas, do mundo todo, incluindo o Brasil, e eu já conhecia alguns dos trabalhos. No geral era uma exposição legal.

Depois de fazer tudo que eu podia no Kulturhuset, saí de lá por dentro de uma loja de design, e fui parar dentro de um shopping. Era um shopping bonito e moderno, e depois de dar uma volta nele todo (ele não era muito grande), fui comprar um sorvete em um lugar que tinha uma longa fila e parecia ser bom. Foi caríssimo, um dos sorvetes mais caros que já comprei, se não o mais caro, mas esta abem gostoso. Não o melhor, mas bem gostoso. Fui tomando o sorvete e descendo e, direção da cidade velha, o centro histórico de Estocolmo, que fica em uma outra pequena ilha. Era muito bonito lá, com varias ruelas interessantes saindo de sua rua principal. É aqui também que fica o palácio real da Suécia, que é o maior do mundo. Encontrei várias lojas legais por lá, como uma livraria apenas de livros de ficção científica e fantasia. Ao atravessar a ilha toda cheguei na beira do mar, e me sentei lá por um tempo, observando o lindo visual. Depois de passear mais um pouco por lá, atravessei tudo de volto e fui para o cinema, onde logo mais meu filme iria começar.

Era um grande cinema, e estava mais cheio do todos os cinemas que tenho visto ao redor do mundo. Isso me deixa feliz. Minha sala era enorme, e estava lotada,mas o que me surpreendeu foram os corredores, os banheiros, e os caixas, que estavam todos super cheios. Antes do filme começar uma mulher supiu no palco em frente da tela e começou a falar varias coisas, para as quais as pessoas aplaudiam. Não tinha a menor idéia do que ela estava falando. Ela começou então a fazer perguntas, e todos estavam animados para responder, já que os que acertavam ganhavam uma espécia de prêmio. Não sei o que eram as perguntas, as respostas, ou os prêmios, mas certamente queria saber. Quando ela foi embora, o filme começou. Vi "The Dictator", a nova comédia do Sacha Baron Cohen, que é hilária. 100% politicamente incorreta e ofensiva, e 100% engraçada. Ri de muitas coisas que normalmente não poderia rir, e fui acompanhado por toda a platéia. As vezes as risadas erm tantas que eu não conseguia ouvir o diálogo. Demais. Acho o Sacha Baron Cohen um mestre da comédia.

Assim que o filme acabou fui andando de volta para o hotel, e no caminho parei em um Subway para comprar um sanduíche, e no supermercado para comprar um saco de batata, que comi ao chegar no hotel. O sanduíche ero o mesmo que eu monto toda vez que vou no Subway, mas o saco de batatas que eu comprei deve ter sido o melhor que já comi no mundo todo. Era incrível, batatas de verdade. Depois de comer, fiz minhas atividades normais noturnas antes de dormir, mas acabei não lendo, e vendo um pouco de TV.























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